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quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Quase desconhecido


Gostei do seu jeito, meio calado, tímido, mas que me olhava de um jeito que ficava desconconsertada. Você continuava olhando.Eu no meu canto, você no seu.Toda hora nossos olhares se cruzando.Não me aproximei de você, nem você de mim.

Outro dia. Um rock rolando na cidade.Muita gente, muito barulho, muita luz.

Eu já muito bêbada te vejo encostado no balcão, então, caminho até o balcão, eu te olhando, você me olhando. Chego perto de você e sem dizer uma palavra, te dou um beijo...Ficamos ali um tempinho nos beijando encostados no balcão. Quanta intimidade! Quanta química!  Não queria sair do seu beijo, se pudesse ficaria horas naquele beijo.

Você pegou minha mão, me levou pra outro lugar.Nos apresentamos, sorrimos, continuamos nos beijando.Percebeu que eu já tinha bebido muito, mais do que devia.Me convidou pra ir à sua casa, morava longe e estava a pé.Aceitei!

Longo caminho.Eu dando um pouco de trabalho por conta da bebida, nós dois conversando, atravessando a  cidade em uma madrugada de sábado para domingo.Passamos na farmácia 24 horas pra comprar camisinha e seguimos.  Cheguei em sua casa e não fiz nada. Capotei! Acordo com você abraçado a mim. Começo a te beijar e faço com um “quase desconhecido” um dos melhores sexos da minha vida.

Fiquei impressionada com sua disposição pra transar.Mete por trás, ao mesmo tempo que beija minhas costas. Me vira de frente,mete em mim,  segurando a minha mão. Transa beijando. Foi o dia inteiro. Êxtase!

Por fim, seis camisinhas no chão e dois corpos encharcados de suor.Poderia morrer ali, fazendo o  último ritual dos Deuses.

É nessas madrugadas que encontramos “divindades”.      

Dormimos de novo. O sonzinho continuou rolando...

Davie Bowie acompanhou tudo!
Karlinha Ramalho