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segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Sou feita de afetos!


Em uma geração de corações vazios, sentir demais pode ser nocivo. Meu gesto de afeto é apenas uma forma de agradecimento e não de posse, prezo a liberdade, mesmo estando junto, mesmo criando laços momentâneos, mesmo em uma história de algumas noites que termina quando começa o dia. Meu gesto de afeto não é pra demarcar território, pois pra mim pouco importa o que os outros prezam, não preciso mostrar nada pra ninguém. Meu agradecimento é o afeto, sou feita disso, transbordo isso, enquanto as pessoas continuam rodando com suas almas vazias sem direção. Sei meu rumo, mas sei que é longo, por isso não tenho pressa.
Não quis transparecer o que se passava aqui dentro dessa minha alma que transborda sentimento, atrás de uma coração pra dividir tudo que sinto. Você me deu brechas e eu me abriguei. Só não percebi que você só me permitiu ficar por um curto tempo. O tempo acabou e eu tentei empurrar a porta pra entrar de novo, estava trancada. 
Estou do lado de fora, transbordando...Retomo esse caminho que sempre segui sozinha, não tenho medo, já conheço todas as pedras, que me venham mais obstáculos.

Perdão por sentir demais!

(Karlinha Ramalho)

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016



São tantas decepções e relações abusivas que a gente desaprende a se envolver e mete os pés pelas mãos sem querer. É tanta necessidade de ser forte, de ajudar que, as vezes esquecemos que precisamos ser cuidadas, tbm. As vezes é necessário ser frágil, reconhecer nossos limites, chorar e dizer: Não consigo! 
Mas é bom tentar, se abrir!
Muitos não entendem, isso...Pensam que somos loucas, sei lá. Só sei que chorar as vezes é bom, tbm. 
Chega de ser forte o tempo todo!

(Karlinha Ramalho)

Promessas para mim!


Não serei o tempo todo forte, não quero me obrigar a ser forte o tempo. Mas não irei me abater .Saberei viver com minhas fragilidades, tentando melhorá-las e estando apta ao erro, pois há erros que são experimentos e assim nos tornamos melhores.  Deixarei-me ser cuidada, pois sempre é necessário se sentir protegida,  não somos sempre autossuficiente e afeto cura.
Quero aprender   a terminar histórias de uma boa maneira .Nada dura para sempre e o que fica são as experiências e tudo que se conquistou durante o processo.  Darei-me o direito de sofrer, mas não farei desse sofrimento uma penitência, posso sofrer e refletir, posso morrer pra nascer de novo e tocar em frente, sabendo que o passado muitas vezes tem que ficar no seu lugar, no lugar onde deixei, onde coloquei ponto final.
Darei - me o direito a recomeços, nunca é tarde pra recomeçar e acreditar. Não generalizarei, continuarei acreditando nas pessoas e  nas relações, nunca deixarei de acreditar que as coisas podem dar certo.
Não me estressarei por pouca coisa. Miudezas não tirarão a minha paz, me colocarei como prioridade,  me amarei cada dia mais, valorizarei minhas qualidades, lutarei contra meus medos, mesmo sabendo que é um processo gradativo.
Serei caridosa, mesmo sabendo que caridade não vem somente de doar coisas materiais, as vezes, a melhor caridade   é estar pronta pra escutar.
Irei despir-me  de todos os medos e daqui pra frente me vestirei de liberdade.

AVANTE!
É O RETORNO DE SATURNO...

“Quando você deixou de me amar, aprendi a perdoar e a pedir perdão...” (Legião Urbana)

Karlinha Ramalho

sábado, 12 de novembro de 2016

Eu ao fundo...


No fundo
Sou apenas farsa
Atrás de toda imponência

Covardia 
Por trás de toda ousadia
Medo 
Por trás da falsa coragem

Injustiça
Por trás de toda verdade
Sou fraca 
Fingindo ser forte

Sou humano
Querendo voar
A beira do abismo

Poderia ser sabedoria
Mas só sei ser grito.


(Karlinha Ramalho)

Vestígios...


"No meu quarto
Ficaram os seus vestígios
Uma "ponta" no cinzeiro
Seu cheiro no travesseiro
E a saudade do seu abrigo..."

(Karlinha Ramalho)

domingo, 6 de novembro de 2016

Sou uma monstrinha!

É sempre válido fazer uma certa análise sobre ressurreição.Pode ser até mesmo o conceito cristão, “Morrer pra nascer de novo” e isso é incrivelmente importante pra nos tornamos pessoas melhores.
Morrer não no sentindo literal da palavra, tem muito haver com recomeços. No meu caso, eu não morri, mas perdi. Perdi pra mim mesma, perdi alguém legal, por um instinto de defesa que acabei criando depois de tantas decepções. E é claro que tudo isso misturado com álcool, vira uma coisa bem maior, uma monstruosidade mesmo.
Virei um mostro, tentando defender essa minha liberdade que conquistei, mas no fundo não sou livre. Estou presas a tantas mágoas e rancores, que me deixam na defensiva e acabo magoando pessoas que entram em minha vida. Eu mesmo me saboto, destruo minhas relações antes de começá-las.
Eu desaprendi à amar de maneira saudável, eu não sei deixar alguém me amar, desaprendi a me relacionar, não consigo ter relações estáveis. Sou uma monstrinha!!
Virei uma mostra que cuspiu fogo e queimou todos os sentimentos bons que estava surgindo em uma relação boa, cuspi fogo, queimei alguém e me queimei muito mais. Perdi! Sou brasa, últimas faíscas de um fogo nocivo.
Virei mostra, queimei e morri!
A maturidade tem me ressuscitado e me tornando uma pessoa melhor. Não sei se ainda sou monstra. Talvez ela esteja adormecida dentro de mim.

Vou mudar, por mim!

Karlinha(monstra) Ramalho

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Coisas que faço pra amenizar à tristeza.

Minha terapia pessoal!



1 - Peço algo bem gostoso pra comer, ou preparo algo.
2 - Me masturbo.
3- Fumo um verdinho e vou dormir.
4 - Bebo  3 latinhas de cerveja(somente).
5 - Coloco uma música que gosto.
6 - Pinto as unhas.
7 - Saio pra dar uma volta sozinha, ver o pôr do sol, pensar um pouco.
8 - Tomo um banho demorado, as vezes com algumas ervas curativas.
9 - Escrevo, escrevo, escrevo.
10 - Leio um bom livro ou vejo um filme.
11 - Vejo fotos antigas.
12 - Choro, choro muito, descarrego através do choro.
13 - Falo eu te amo pra alguém (geralmente pro meu pai).
14 - Dou uma corridinha.

Tudo fica bem...


segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Tire suas mãos de mim!



Não quero mão sujas em cima de mim. Cansei de entregar meu corpo a quem não entende o tanto que ele é importante e precioso pra mim. Cansei de me entregar pra quem não é capaz de perceber que meu corpo pode ser infinito, que cada toque é uma grande caminhada em direção ao prazer.
Se não for assim, prefiro que ele continue sendo explorado só por mim. Não quero mão sujas, tolas, diversas. Quero mãos intensas, quero energia boa. O meu corpo importa! Suporta até onde eu quiser, quero cuidar dele, entregar pra quem perceber isso. Quero ter orgasmo e chorar...


(K.R.)

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

2016 nada legal...

Um ano de golpe, de luta, ano que estou vendo muito gente sangrar na rua lutando pela democracia. Ano que a mídia golpista se mostra cada dia mais sem escrúpulos. Ano que se foi grandes atores, cantores, escritores...Ano que derrubaram uma presidenta honesta!
Em relação a minha vida, foi um ano que não me surpreendeu em nada. Nem no amor, nem no trabalho, nem nos projetos. Três batidas no carro, duas multas, quase morte.
Cada dia mais sem dinheiro e sozinha, sem amigos de verdade. Cada dia mais sem rumo e sentindo nessa vida. 2016 foi um ano estacionado pra mim, depois de toda a intensidade de 2015. Só quero que ele passe logo para poder enterrá-lo e nunca mais lembrar.
Ainda restam três meses pra mudar essa história...


Pelo menos estou com saúde!

sábado, 10 de setembro de 2016

Você veio...

Enquanto eu me preparava pra dormir, recebo sua ligação no meio da noite e você diz: - Quer fumar hum? 
Eu que não sou de dispensar e sabendo que isso é só desculpa pra vir aqui transar, aceito.
Você com aqueles olhos arregalados, tenho certeza que cheirou uma carreira de pó antes de chegar aqui em casa. Como sempre lindo e limpinho, sempre pede pra tomar banho. E como todo cheirador, demora pra "levantar", mas não deixa de ser bom, pois prolonga tudo de bom que posso sentir com você. Seu oral, seus beijos, sua mão acarinhando meu corpo inteiro. Beija minhas costas lentamente, me masturba calmamente, sabendo o ponto exato do meu clítoris. Eu não faço esforço, incrível como fico tão entregue a você, de uma maneira tão boa, me sinto relaxada, livre, leve, você me deixa sem forças.
Quando finalmente consegue reerguer o seu troféu, fecha com chave de ouro sua performance. Você não quer nada comigo, tem pavor de relação e eu também não tenho interesse. Mas quero você vindo me visitar e me presenteado com tudo isso. Durmo sob o efeito dessa noite e acordo com seu cheiro no travesseiro. Sou grata por esses aperitivos da vida!

(Esse é o de quarenta)




domingo, 14 de agosto de 2016

O de quarenta!


Não rolou sexo com o menino, mas rolou com o boy fixo de quarenta  anos que dessa vez resolveu aparecer. E como eu sou fácil, dei logo porque era certeza de sexo bom.
Depois de ter enchido a cara em uma sexta e acordar dentro do meu carro, que estava estacionado na porta da festa que  fui, resolvo passar o sábado em casa, lendo, comendo, vendo filme...Eis que o quarentão me manda um mensagem pelo zap: - Fazendo o quê?
Eu: - Em casa fazendo nada!
Ele: - Posso passar aí? Quero você todinha!
E eu que tinha saído na sexta a procura de sexo, nem imaginava que ia ganhar no sábado com toda essa facilidade.
 Corro para o banheiro tomar banho, dar um grau na perseguida, arrumo rapidamente a cama, acendo o incenso , boto uma música e fico “natualmente” a espera do boy.
Ele demorou, mas veio...Com umas latas de cervejas, cansado do trabalho, pediu pra tomar banho, estava todo manhoso carente. E eu, ainda quis fazer um momento de troca de ideia, conversar um pouco, momento esse que durou 8 minutos, pois depois disso , eu já estava engatada com minha boca no p... dele fazendo o que sei fazer de melhor.
Posso dizer que foi uma noite e tanto,viu! Um dos melhores sexos de 2016, até dormimos abraçados como um casal apaixonada. Amor que durou até o sol nascer.
No outro dia, eu me arrumo pra dar um rolê pela minha quebrada como de costume, acho o relógio dele debaixo do travesseiro e é lógico que eu não vou devolver, deixa ele vir buscar.

Karlinha Ramalho

Continua...


terça-feira, 2 de agosto de 2016

Um menino...


( Devaneios de uma encalhada louca...)

De um fim de semana que saí  a procura de um sexo, com todos aqueles meus esquemas fixos e não consegui com nenhum, fui dispensada por todos. Voltei pra casa na pior da decadência, sozinha, bêbada, com fome. Comi um cachorro quente na esquina da minha casa, bem gorduroso, daqueles que fez eu me arrepender de ter comido. Pelo menos a ressaca me fez vomitá-lo inteiro.
Acordei de ressaca, sozinha, passando mal...Fui tomar café na casa da minha mãe, com a maquiagem do dia anterior, bafo de cachaça, cheiro de cigarro no cabelo e com cara de choro. Minha mãe começou a gritar me chamando de alcoólatra e que isso era vergonhoso pra ela. Pouco me importa o que as pessoas vão pensar, a tristeza bateu pelo papelão que fiz, por ter  mendigado sexo para caras que não merecem meu corpinho.
Minha mestruação resolveu descer, a cólica bateu, vomitei , tomei banho e só consegui dormir depois de ter me entupido de remédio.  Estou de férias, mas revolvi não viajar pra poder estudar para um concurso e arrumar umas coisas da obra daqui de casa.
No fim da tarde, lembrei que tinha marcado de estudar com um amigo. Na verdade, uma pessoa que conversei poucas vezes, mas que ficamos mais próximos, pois estamos estudando para o mesmo concurso.
Por não ter transado no fim de semana, comecei a ter um tesão  louco e eis que o menino chega pra estudar, eu de camisola fiquei. O recebi, conversamos um pouco, começamos a estudar, assistimos uma  vídeo-aula, respondemos perguntas e eu pegando fogo por dentro. Eu, uma mulher com quase trinta, com um menino de 22 anos na minha casa.Percebi que ele ficava olhando diretamente pra minha boca de vez em quando e eu parava algumas vezes,  o olhava com ternura...Uma gracinha ele. Carinha de menino bobo. Pensei: -  Será que ele tem alguma experiência¿ Eu mestruada, me contive, pois menino novo é do tipo que tem nojinho disso.

(EU TÔ FICANDO UMA VELHA LOUCA)



Continua...

Karlinha Ramalho

domingo, 19 de junho de 2016

Bigodon!



Porque você faz com que eu me sinta sem obrigações, me deixa livre pra sentir o que quiser gemer da maneira que quiser,  fechar os olhos e sentir. Sentir o prazer que recebo de você e que você faz questão de fornecer sem esquecer nenhum detalhe. Penetração não se torna a coisa mais importante, pois você sabe explorar cada parte do meu corpo, apenas com toques, lambidas, beijos.
Você que me toca suavemente com seus dedos,  encontra o ponto certo do meu prazer e deixa  seus dedos passarem pelo meu clitóris. E eu fico em um estado de leveza, não consigo abrir os olhos, deliro e relaxo. Meu corpo é envolvido por alguma anestesia diferente,   onde não me mexo, mas ao mesmo tempo sinto todas as sensações possíveis.
Quando usa sua língua e deixa sua  barba e bigode roçar em minha vulva, impregno  meu cheiro neles, para que você possa lembrar de mim depois. Morde meus seios, me devora por inteira. E eu entro na dança desse vai e vem que é colocar seu falo entre meus seios, enquanto segura meu rosto, me olhando com um cara de posse. Sou tua.  Possua!
Viro sua refém quando você vem por trás e me penetra. Sua suavidade de antes se transforma na intensidade desses nossos movimentos que faz com que nossos corpos virem um só. Viramos um. Conectados pelos nossos desejos.  E quando o vulcão entra em erupção, suas larvas  veem junto com a toda a libertação dos meus desejos trancados e que poucos conseguiram expulsá-los de mim. Você  conseguiu e eu agradeço!

Finaliza sempre do mesmo jeito...

Mão com mão, abraços, beijos, roça seu bigode na minha orelha.


 Prontos para o sono dos justos, depois de uma pequena morte e a ressurreição.

(Karlinha Ramalho)

O que venho sentindo...


Ao longo do dia não sinto essa carência e nem a cutucada dessa solidão que eu mesma escolhi. O dia é tão cheio que não deixo brecha para angústia. O problema é minha casa. Grande, fria, silenciosa e vazia. Não tenho necessidade de você toda hora, mas bem que você poderia está em minha cama quando chego da rua e tudo que desejo é me senti segura e quente.
Ainda resta uma cerveja na geladeira. Bebê-la é como um relaxante para os meus músculos cansados do dia. 
A solidão só dói nessas horas.
(Se tiver sorte, acho uma "ponta")


(Karlinha Ramalho)

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Sou deles



Estou sempre do lado dos rejeitados. Entendo todos eles. Entendo suas dores. Ofereço meu ombro para todos os desabafos. Sempre irei levantar a bandeira dos trocados, abandonados. Conheço suas dores por experiência própria. E a única coisa que digo a todos eles é: Dói, mas passa!

Karlinha Ramalho

segunda-feira, 14 de março de 2016

Preciso de aconchego...

Cada um de um lado com suas dores, complicações, confusões emocionais, mentais e eu com meus ouvidos abertos disposta a ajudar, sem reclamar, pois acho que ajudar faz bem, principalmente aquelas pessoas que realmente precisam. As vezes só está pronta pra ouvir, já ajuda bastante. Confesso que enquanto venho nessa disposição de ajudar muita gente, estou silenciando cada vez mais meus problemas, meio perdida em meio a esse mundo onde as pessoas estão mais perdidas ainda, principalmente em relação aos seus sentimentos. Uma geração de coração aflitos. Eu tô assim, também. Hoje estou meio perdida, não sabendo em quem confiar e não querendo me meter em histórias que estão próximas e por serem tão próximas, fica inevitável não me envolver. Em quem confiar? O que fazer? Quem me dará as respostas? Se eu nem sei quais são as perguntas. Minha vida é esse misto de calmaria externa, mas internamente, um redemoinho de coisas confusas e mal acabadas. E ainda tem a solidão pra maltratar ainda mais, pois seria bem mais fácil se em meio a tudo isso, eu pudesse ter só um aconchego, um abrigo, ou alguém pra dizer: "Tô aqui!". Bem, acho que preciso de um abraço apertado, faz tempo que não ganho isso, um abraço...

Não quero pedir isso! É preciso sentir...



Boa noite!

(Karlinha Ramalho)

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Minhas descobertas...

Descobri que tinha uma vagina, ninguém me disse, um homem tocou sem permissão, depois descobri que ela era minha, já gostei logo dela, brincamos tantos juntas, era só eu e ela, ela me dava prazer, sorriso, sensação ( me dá até hoje).Descobri que existe sexo, foi tudo de olho fechado, descoberta que não houve explicação e pra descobrir que junto com sexo veem orgasmo, gozo , demorou um certo tempo e eu comecei a querer. E quando não vinha junto com alguém eu me fechava de novo, só eu e ela, sem vai e vem. Descobri que existem réplicas de falos, não beijam, mas vibram. 

Descobri o oral, não me pediram permissão, ele abriu minhas pernas e meteu a língua direto na fonte. Descobri minha garganta, não me pediram também, baixaram minha cabeça e eu quase morri sem fôlego, mas depois gostei,não o primeiro, mas um terceiro, cheiroso demais. Descobri o anal da pior maneira, foi horrível,quis morrer, voltei de novo a conviver só eu e ela e o falo de silicone. Traumas que me deixaram longe de corpo, beijo e suor.
Descobri o amor, o amor misturado com o sexo que me levou ao paraíso, descobri que posso ter paz com isso. 
Descobri o sexo vazio que me deixou suja, descobri que um papo vale mais do que um gozo imundo no meu rosto.
Descobri de novo o anal, com gosto, com jeito, descobri direito. Me descobri, me descobrindo, me tocando, me policiando, chorando, sorrindo. 
Os traumas eu supero com amor, a cada homem que me machucou, eu escrevo sobre eles, amasso o papel e queimo. 
A cada pessoa que me amou, por muito tempo ou por uma noite, eu agradeço pela troca, pela energia que te dei e pela energia que me deu de volta.

Amo o meu corpo flácido e com estrias, amo todas as possibilidades de prazer que ele me traz e que já retribuir, amo permitir que alguém faça dele universo, verso e se ninguém faz eu mesma faço.

Karlinha Ramalho.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Muito além da carne!



Depois do meu último período mestrual me bateu uma carência daquelas, não só de sexo, mas uma carência bem maior, pois sexo até que estou evitando ultimamente. Juro! Simplesmente por uma questão de energia. Parei pra pensar no tanto que sexo é uma troca de energia cabulosa e daqui pra frente quero focar muito nessa troca de energia com alguém que esteja disposta a fazer uma troca justa e boa.
Estou até com preguiça de sexo, sabia¿ Ter que me arrumar, depilar, escolher lingerie. Pois é assim quando não se tem tanta intimidade. Estou preferindo as coisas que acontecem espontaneamente. Ando dispensando sexo por aí por pura preguiça, também.
Amando minha soletude, de pernas pro  ar, sozinha em casa, meus livros, minhas músicas, minha vidinha. Depois de anos de militância, estou na minha fase mais egoísta e sem culpa na cabeça.
Confesso que sinto falta de uma boa companhia, um papo agradável, um vinho e se o sexo vir como consequência, ótimo! Algo que vai além da carne,  estou sentindo mesmo é falta de troca, algo bem complicado em uma geração de amores e relações líquidas.
Não estou aqui querendo ser conservadora. É que com o passar do tempo vamos(pelo menos eu) sentindo falta de algo mais, nem precisa ser necessariamente uma relação, pode ser momentos de trocas, basta estar disponível para conhecer o outro sem pretensão e se rolar algo a mais, com certeza será fruto de uma construção e senão rolar, a troca já é uma experiência. Conhecer o outro é sempre uma experiência que pode ser boa, mas nos dias de hoje as pessoas caem nesse jogo  deprimente de não querer gostar, de não mandar aquele recadinho, pensando no que a pessoa vai pensar, se ela vai sumir, ou se ela vai achar que você vai ficar no pé. No fundo, pode ser só um convite pra sair, pra dançar, pra conhecer, conversar...Simples assim! E estão todos presos nessas paranóias ou nessas regras idiotas. Essa geração de desapego está cada dia mais presa, porque não há nada melhor do que se entregar e permitir. E não falo somente de sexo, na verdade, nem estou pensando nisso. Falo de se permitir conhecer o outro de uma maneira salutar.
Recentemente tava nessa disposição. Pacientemente conhecendo um rapaz, mas depois do primeiro encontro , o sumiço dele.  Uma noite agradável que se resumiu a um papo ótimo e um sexo razoável (não gozei), mas repetiria a noite se fosse possível. Até tentei, mas percebi a distância, mas tentei, me permiti conhecer, mandei o recado sem pretensão e estou pouco me lixando para o que ela deva estar pensando.
Enfim, pelo menos eu posso continuar aqui, lendo, ouvindo música, perna pra cima, minha vidinha...Segue!


(Tentando sobreviver nesse mundo,onde a “carne” é prioridade, estou pensando muto além...)

Karlinha Ramalho

sábado, 9 de janeiro de 2016

Quem nunca?


Vai arriscar?


"Você saiu do meu coração e eu não quis deixar a porta dele aberta. 
Tranquei e perdi a chave. E agora?
Quem quiser me amar daqui pra frente, terá que pular a janela.
Já começa correndo risco. 
Vou avisando!"

(Karlinha Ramalho)

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Reflexões para 2016!

Resolvi me conter de tanta coisa. Resolvi deixar um pouco de lado as duas coisas que me fazem mal: Homem e bebida. As vezes quando ouço uma música romântica, subitamente me dá uma vontade de tomar uma cerveja e beijar na boca e continuar essa sequência transando, tendo a tal música romântica como trilha sonora. Resolvi dá um tempo, pelo simples fato de sempre escolher somente pessoas nocivas e isso é proposital, eu sei onde me meto, só queria uma explicação pra tudo isso. O por que dessas escolhas. A vida nos trata como a gente se trata! De certa forma, atraímos essas pessoas porque queremos. É hora de parar e perceber o por que disso tudo! E percebo que é hora de sair desse ciclo. Não vou atrás de homem nenhum e nem vou encher a cara, vou começar a respeitar meu corpo, porque mais do que amor eu quero paz.
Percebi que algumas coisas se tornam ruins, a partir do momento que elas viram vícios. Sexo foi um deles. Pra isso comprei um vibrador bem mais potente...rs! Eu consigo viver bem sem me submeter a certas situações. Tudo ao seu tempo. Precisando parar e pensar,  para assim tentar ser feliz de uma maneira saudável. Partiu!

Bem vindo, 2016

Karlinha Ramalho


Hoje me olhei no espelho e me achei um pouco velha. Quanto tempo perdi nessas histórias sem futuro?

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Bloqueado do meu facebook!


Reparei que as duas últimas relações que tive, relações quase amorosas e muitos sexuais, foram com pessoas que hoje estão bloqueadas do meu face. A última pessoa tem duas semanas que bloqueei, uma forma de cair fora de uma relação que não era algo bom, pela situação da pessoa e por eu ter a certeza que não tínhamos nenhum futuro juntos. É importante lembrar que há dois meses aboli o celular da minha vida, pra dar um tempo de “zap zap” e de pessoas desagradáveis que só tinha contato pelo celular. Resultado: Meu hábito de leitura aumentou, pois antes perdia muito tempo no “zap” e consegui dar aquela isolada que estava querendo, ter um tempo pra mim, sem  obrigações maiores. Meu último “lance”, nos comunicávamos somente por facebook, encontros marcados inbox. Quando ele vinha aqui em casa, marcávamos um horário, ou quando saíamos juntos, ou quando ele me pedia pra eu ir ver seu show, ele vinha na hora certa marcada inbox, pra não causar transtorno.  No “quase romance” anterior, o  bloqueei porque o cara fez mal pra minha autoestima mesmo e toda vez que via sua cara estampada na minha “linha do tempo”, eu me sentia mal. Nesse caso, eu dou graças a Deus por existir o “bloqueio”  e se o vejo na rua, eu o bloqueio do meu campo de visão, o que significa: Ficar o mais longe possível.

(Em pensar que fiz minhas melhores performances sexuais com ele...Ôooo arrependimento!)

Isso é meio assustador, quando você tem duas pessoas que transaram com você, teve um   certo nível de intimidade e que você elimina assim: Com um bloqueio. Diante disso, percebo como as minhas relações têm sido superficiais, relações que por um instante pensei que fossem intensas, mas que terminam com um bloqueio...Realmente não eram intensas, eram aventuras mesmo e eu com minhas pequenas ilusões. Como dizia Cazuza: “O teu amor é uma mentira que a minha vaidade quer.”
Sinto-me meio culpada por tudo isso, sei exatamente o tipo de pessoa com quem estou me envolvendo e não sou tão inocente para acreditar em tudo. A questão é que tenho a mania de transformar pequenos e bons momentos em grandes coisas e esqueço que depois desses momentos há uma vida a ser vivida e que pode ser compartilhada, contanto que seja com uma pessoa compatível. E no primeiro sinal de complicação que é inevitável com essas pessoas complicadas que me relaciono, eu pulo fora, ou melhor bloqueio do facebook. Isso é muito deprimente! Sinto-me superficial, fraca! E se a pessoa vier na minha casa, eu tenho coragem de transar com ela de novo e dizer pra ela nunca mais aparecer na minha vida. Não vai aparecer mesmo, nem aqui em casa, nem na minha “linha do tempo”. Enfim...Triste, amores líquidos...Logo eu que me acho intensa...Tudo balela dessa modernidade! Tenho que começar a abrir meus olhos para relações reais e saudáveis...Meio cansada, saca?

Acho que no fim das contas eu estou precisando me amar mais. Tenho que me amar, pra depois ser amada, sem amor próprio acabamos nos acostumando com migalhas e eu tenho muita fome!


Karlinha Ramalho

"O que a linha do tempo não mostra, o coração não sente..." 


Ah! Isso vale também para as amizades, se você bloquear alguém e perceber que dessa forma nunca mais vai ver a pessoa é porque você não tinha relação nenhuma com essa pessoa, porque nesse mundo virtual é tudo meio mentira. Voltemos as relações de contato, corpo a corpo, abraços, beijos e brindes...Fica a dica!
E outra coisa: Se quiser se isolar do mundo, não precisa ir para uma ilha deserta, apenas exclua o "zap zap" e o facebook...Triste mundo moderno!

sábado, 2 de janeiro de 2016

O que te importa?

Não vou ficar mais tentando provar nada pra ninguém. Tentando agradar, já tentei pedi perdão pelos meus erros  que são muitos. Errei e sei disso, tenho consciência dos meus erros sei dos meus fracassos, mas a pessoa em questão também é do tipo que não realça nada bom que tenho e nem lembro qual foi a última vez que demonstrou um gesto de carinho, que parou pra ouvir minhas angústias, pra me elogiar, pra me entender. Sempre dona da razão, não deixa nem eu entrar na sua casa. Enquanto outro próximo até roubar suas coisas, rouba e tem até direito a  um abraço. 
Vivi tantas inquietudes e toda vez que comentava  com essa pessoa, nunca soube me aconselhar, somente me diminuir, nunca parou pra ouvir.Ela nem sequer sabe que entro em paixões destruitivas o tempo todo, paixões que nos fim das contas destrói um pedacinho de mim. Nunca  falei isso a ela, porque nunca esteve pronta pra me ouvir. Sou um ser humano podre. Mas nunca roubei nada de ninguém, nunca fingi pra ninguém. Assim como isso nunca fez diferença pra ela. Para o mau caráter íntimo há a desculpa de doença e um prato de comida prontinha. Para mim, apenas defeitos realçados. Tenho praticado intensidade destruitivas,bebendo além da conta, fazendo sexo além da conta, gastado além da conta, mas pra você pouco importa, nunca soube nada do meu mundo.Somos estranhas do mesmo sangue. A pior coisa da vida é descontar a tristeza no álcool.