sábado, 28 de maio de 2011

Ócio criativo!



No mundo capital

O desemprego

Tira a metade

Da dignidade

Mas traz a liberdade

Para dormir tarde

E prestar atenção

Na letra daquela música

Que para mim

Não fazia mais sentido.


(Karla Ramalho)

Leminski em mim...


No meu quarto eu fujo do mundo

Dentro do meu próprio mundo...


No fim da linha

Nada tinha

Descosturei o caminho de volta...




Ultimamente

Estou muito Leminski

Direta e profunda...


Karla Ramalho

domingo, 22 de maio de 2011

Voltando ao erro!

Considero-me uma mulher equilibrada, sem muito apego para evitar sofrimentos, mas de vez em quando cometo uns erros só para satisfazer o meu ego, erro do tipo, ficar com o cara errado, aquele cara que você tem plena consciência que é o cara errado, mas que é irresistível.
Por que os caras irresistíveis são os mais errados?E sem querer vou entrando nessa, não de olhos fechados, mas de olhos abertos, muito abertos.
Tenho que admitir que estou sentindo falta de alguém, mesmo que essa pessoa seja a errada,mesmo que venha a pessoa errada, quero um descanso para a minha loucura, mesmo sendo um descanso meio louco,pois tudo na minha vida é meio contraditório, meio bagunçado, inclusive esse meu coração meio leviano.Mas todas essas coisas que parecem tão simples, relacionamentos, companheirismo, história, é tão difícil para mim, na verdade o que eu tenho é medo, medo de sofrer, medo dessa dependência sentimental que as pessoas sentem e que eu, simplesmente tenho medo, pode ser até medo da felicidade.
O meu erro, que insisto tanto é o único alguém que faz meu coração bater mais forte, é o único que permeia meus pensamentos e também é o único que tem tudo para dar errado.
Ainda bem que existe o Paulinho da Viola e suas letras perfeitas para embalar minha noite, bem acompanhada de um bom vinho, é claro.



Ah, coração leviano
Não sabe o que fez do meu... (Paulinho da Viola)



Karla Ramalho


sexta-feira, 22 de abril de 2011

PUTA MERDA!



Creio que toda mulher já sentiu a sensação de arrependimento depois de uma transa,a sensação de ter cometido um erro absurdo e de acordar , olhar para o lado e perceber a besteira que fez.

Já tem certo tempo que não sei o que é “amor”, digo o termo sexual mesmo, que é o famoso sexo com sentimento. Não faço porque não amo, mas mesmo assim os meus sexos casuais sempre foram bem interessantes, com pessoas interessantes e que de certa forma são especiais, um apreço misturado com tesão, e são sempre com as mesmas pessoas, para certas coisas sou bem tradicional.

Tenho passado muito tempo sozinha, na minha casinha, concentrada nos meus estudos. A solidão me faz refletir sobre várias coisas, principalmente as relacionadas ao coração e consequentemente à solidão proporciona a falta de sexo.

Pergunto-me às vezes se estou sozinha porque quero, ou porque creio ser uma mulher diferente das demais, não melhor, nem pior, apenas diferente. Sou uma mulher boêmia e isso não é normal de se vê, adoro sair sozinha, sentar em uma mesa de bar, tomar uma cerveja, observar as pessoas, pedi uma boa música, refletir sobre ela e junto com ela e depois pegar um taxi e voltar para casa.

Cerveja é bom, mas vodka é o mal de qualquer pessoa, principalmente quando são aquelas vagabundas, e foi com uma dessas vodkas que me encontrei e fiz besteira. Semana passada marquei de ir para um show com uma amiga do trabalho, estava precisando me distrair, e o show era Open Bar, e a vodka que estava sendo servida era vagabunda, dispensei a cerveja e comecei a tomar vodka, misturada com energético ela fica menos ruim, depois de alguns copos eu conheci um rapaz, ele veio até mim e pediu para me conhecer, ficamos conversando um pouco algo que nem me lembro direito e acabamos ficando.

Como moro sozinha o levei pra minha casa, transamos, foi bom, mas na manhã seguinte veio o arrependimento, nunca havia feito isso antes e nunca pensei que fosse tão ruim e nem por achar que isso seja errado, muito pelo contrário, tenho uma mente bem aberta e penso que quando a mulher está com vontade de transar ela não deve ficar pensando no que o cara vai achar, ela tem que pensar no que ela está sentindo, se ela está afim ou não. No meu caso eu nem sabia dizer se estava mesmo afim ou não, só sei que acabei fazendo, ele acordou quis repetir a dose, mas eu não quis e inventei um monte de compromissos para que ele fosse embora logo

Tomei banho, fiz café, fumei um cigarrinho e passei o dia todo pensando .Ele me ligou no fim da tarde, não atendi e depois ele me mandou uma mensagem, dizendo que queria me ver de novo, é claro, transar de novo .Vazio, vazio, vazio, um cigarro, dois cigarros uma xícara de café, duas xícaras de café, a voz da AYO no som, minha mente sendo embalada pelas suas canções e oito ligações do mesmo número não atendidas no meu celular.

Amanhã é mais um dia de trabalho!


sexta-feira, 11 de março de 2011

FUGINDO OU VIVENDO?



Tanta coisa acontecendo na minha vida nos últimos tempos, muita farra, às vezes boas, às vezes não tão boas, mas algumas vezes parece que estou fugindo de algo que não sei explicar, sei que não é de ninguém, mas pode ser de uma situação que ainda não vivi.

Toda vez que volto para minha rotina de trabalho e faculdade, parece tudo tranqüilo, mas quando vem chegando o fim de semana e vou logo achando um jeito de tentar preenchê-lo, para não descobrir realmente que estou sozinha.

Adoro meus amigos, adoro tudo que eu faço, mas não consigo preencher esse sentimento de vazio que às vezes fica dentro de mim.

Tenho que ter a consciência de que ficar em casa lendo um livro, vendo um bom filme ou fazendo uma comidinha gostosa, também pode ser um ótimo fim de semana. Enquanto não faço isso nos momentos que tenho tempo, vou tentando compensar na rotina corrida da minha semana,esquecendo o barulho e lendo no ônibus, tomando café na padaria, almoçando sanduíche e dormindo altas horas da madrugada, por causa de um filme, sendo que acordo ás 5:30 da manhã, sendo assim, o meu dia de trabalho vai se arrastando(por causa do sono).

Desta forma,esqueço-me das coisas simples e que realmente importam para preencher algum vazio que sinto na mente ou no coração.

Vou fugindo de várias coisas para tentar viver, ou vou vivendo sempre fugindo de várias coisas, coisas essas que não se explicar.

Minhas raízes estão no ar, minha casa é qualquer lugar, mas se depender de mim eu vou até o fim... (Até o fim – Engenheiros do Hawaí)