quinta-feira, 24 de abril de 2014

Furo!

Retorno pra casa
Em um sábado à noite chuvoso
Para-brisa de um lado para o outro
Vinho seco
No banco do passageiro
E uma confusão no pensamento.
Retorno
Sem soluços
Sem palavras.


Karlinha Ramalho

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Papo reto!

Eu: - Alô! Oi gatinho, tudo bem?Passa aqui hoje, estou tão carente...
Ele: - Pô, gatinha!Hoje estou cansadão.Posso passar amanhã?
Eu: - Ah sim!Também estou um pouco cansada.Deixa eu te mandar uma foto do meu cansaço,  olha no Whatsapp(ver foto ao lado).
Ele: - Uau!Chego aí em quinze minutos.

MORAL: Eu sou apelona pra caramba.

ps: história real.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Perigo!


Meu cupido 
É um bêbado
De olhos vendados

Eu que aguente
As conseqüências
De um amor
Fruto de uma flechada incerta.

Minha estrada segura
É uma corda 
Atravessando o abismo

E meu coração
Uma bomba relógio 
Que carrego nas mãos...

Karlinha Ramalho

O que restou...

Não “agüentava” mais de “uma”, mas a que “dava” valia por muitas. Me deixava em êxtase e ao mesmo tempo sem força.
Dormia logo em seguida, gostava de dormir abraçado. Prendia-me em seus braços e eu ficava sem ter pra onde fugir. Ficava alguns minutos ali, presa. Não me importava!Gostava de sentir sua pele junto a minha, sentir o seu cheiro, sua respiração forte. Ainda bem que não roncava!
Pela manhã, eu acordava do outro lado da cama. Não sei como ia parar ali, mas apenas dormindo eu me libertava. A primeira coisa que fazia era subir em cima dele e garantir o sexo da manhã, o sexo dos Deuses, o sexo da juventude, o sexo do Bem Viver.
Transávamos ainda inebriados do sono, mas era bom, era intenso...Estou demorando a  ter a energia que sentia quando transava com ele.
Resta-me fotografias, desejos noturnos, prazeres solitários...

Karlinha Ramalho

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Só por hoje...

Durma comigo esta noite
Beije-me
Diga que me ama
Mesmo eu tendo plena consciência
De suas mentiras
Que são apenas palavras soltas.
Eu permito que me abandone pela manhã
Deixe que eu sofra um pouco
Pois preciso escrever
Os meus mais belos poemas
De amor!


Karlinha Ramalho

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Curtas e finíssimas!

"Epilepsia entre quatro paredes
O silêncio do telefone 
No dia seguinte
Amor de uma noite!"

"Junta-se os caquinhos
Cola-se tudo
Liga forte
Liga de "amor próprio"...

"E por fim...
É minha cabeça no seu peito
E sua mão em minhas costas
Meu maior conforto
Depois de uma noite nossa..."


"Liberto-me das amarras invisíveis
Dos padrões colocados
Dos conceitos pré fabricados
Do espelho sem reflexo..."



Karlinha Ramalho

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Indireta

Depois daquele sexo vazio
Acabou!
O que antes era intenso
Foi esfriando com o passar dos dias.

Nunca tivemos o nosso ninho
Apenas ataques epiléticos
Em qualquer esquina
Em qualquer cama.

O desejo foi apagado
Com um  balde de água fria
E suas migalhas
Não me saciam mais.

Quero um banquete
Apenas por esta noite
E ao amanhecer
Não me acorde.

Beije minha testa
Cubra-me com a coberta
E leve minha calcinha no bolso.


Não quero notícias suas no dia seguinte
Quando passar por aquela porta
Leve nossa história.

Quem sabe um dia ela recomece
Em uma noite sórdida e inebriante
E dure apenas uma noite

Não precisa me oferecer flores
Apenas me ofereça
Um bom vinho.

Karlinha Ramalho