sábado, 3 de janeiro de 2015

Egoísmo poético!


 
Diferente do Pessoa
Eu não finjo tanto.
Eu sou a minha poesia
Ela é reflexo do que sou
Ela é o que sinto.

Não escrevo
Sobre acontecimentos históricos
Ideologias
Falo de mim
Só sei falar de mim.
Dos amores , dores, desejos
Anseios de coisas que não chegam
Tristeza de tudo que se foi.

O meu egoísmo é poético!

Eu sou a minha poesia
Compartilho com o mundo
A pior e melhor
Parte de mim
A parte mais sensível
Mais contraditória, absurda
Eternizo-me.

Tiro do meu âmago
E despejo na folha
Para quem quiser me descobrir
Muito prazer, sou poesia.

(Karlinha Ramalho)


*Faço referência na primeira estrofe a poesia, Autopsicografia do Fernando Pessoa.

domingo, 28 de dezembro de 2014

ALÉM


 

Decifra-me ...
Enxergue- me além
Sinta -me
Descubra o meu melhor
O meu mistério

  Não queira apenas isso que estar posto na bandeja.
Esqueça que só existe seu falo
Pense com a cabeça que está acima.
Despeje seu néctar
Mas saiba saborear o dia seguinte.
 
Não sou válvula de escape
Para seus ataques epiléticos
Sou desejo, pele
E um coração que continua quente.
 
 
Aproxime as distâncias
Faça valer à pena os momentos cronometrados
Enxergue além das migalhas que oferece
Prazer também se dá e se faz
Além da cama.
 
(Karlinha Ramalho)

Sobre aquela noite...

 
 
 
"É claro que eu não acreditei
     Nas coisas que você me disse naquela mesa de bar
Mas que foi divertido, foi
Velhas mentiras de amor..."
 
 
(Karlinha Ramalho)

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

No por enquanto...


 
Sei guardar um único momento
Com o mesmo valor de uma longa história de amor
Sou capaz de te amar loucamente em uma noite...

E te eternizar no meu diário
Guardar você no meu baú de memórias e abrir de vez em quando
 Só por curiosidade.
Mesmo tendo a profunda certeza que não será como antes.

 (Karlinha Ramalho)

Reaproveitando a dor!


Eu reaproveito a mágoa que tenho de ti
Transformo tudo em verso.
 
Prefiro você assim!
Não quero lembrar do que você se tornou pra mim.
 
Te deixo assim
Em forma de poesia.
 
É o meu jeito de superar
Me sentir menos vazia.

 (Karlinha)

Sou muito mais..

"Não sou válvula de escape
Para seus ataques epiléticos
Sou pele, desejo, beijo
E um coração que continua quente...
 
(Karlinha Ramalho)

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Quase desconhecido


Gostei do seu jeito, meio calado, tímido, mas que me olhava de um jeito que ficava desconconsertada. Você continuava olhando.Eu no meu canto, você no seu.Toda hora nossos olhares se cruzando.Não me aproximei de você, nem você de mim.

Outro dia. Um rock rolando na cidade.Muita gente, muito barulho, muita luz.

Eu já muito bêbada te vejo encostado no balcão, então, caminho até o balcão, eu te olhando, você me olhando. Chego perto de você e sem dizer uma palavra, te dou um beijo...Ficamos ali um tempinho nos beijando encostados no balcão. Quanta intimidade! Quanta química!  Não queria sair do seu beijo, se pudesse ficaria horas naquele beijo.

Você pegou minha mão, me levou pra outro lugar.Nos apresentamos, sorrimos, continuamos nos beijando.Percebeu que eu já tinha bebido muito, mais do que devia.Me convidou pra ir à sua casa, morava longe e estava a pé.Aceitei!

Longo caminho.Eu dando um pouco de trabalho por conta da bebida, nós dois conversando, atravessando a  cidade em uma madrugada de sábado para domingo.Passamos na farmácia 24 horas pra comprar camisinha e seguimos.  Cheguei em sua casa e não fiz nada. Capotei! Acordo com você abraçado a mim. Começo a te beijar e faço com um “quase desconhecido” um dos melhores sexos da minha vida.

Fiquei impressionada com sua disposição pra transar.Mete por trás, ao mesmo tempo que beija minhas costas. Me vira de frente,mete em mim,  segurando a minha mão. Transa beijando. Foi o dia inteiro. Êxtase!

Por fim, seis camisinhas no chão e dois corpos encharcados de suor.Poderia morrer ali, fazendo o  último ritual dos Deuses.

É nessas madrugadas que encontramos “divindades”.      

Dormimos de novo. O sonzinho continuou rolando...

Davie Bowie acompanhou tudo!
Karlinha Ramalho