sábado, 10 de setembro de 2016

Você veio...

Enquanto eu me preparava pra dormir, recebo sua ligação no meio da noite e você diz: - Quer fumar hum? 
Eu que não sou de dispensar e sabendo que isso é só desculpa pra vir aqui transar, aceito.
Você com aqueles olhos arregalados, tenho certeza que cheirou uma carreira de pó antes de chegar aqui em casa. Como sempre lindo e limpinho, sempre pede pra tomar banho. E como todo cheirador, demora pra "levantar", mas não deixa de ser bom, pois prolonga tudo de bom que posso sentir com você. Seu oral, seus beijos, sua mão acarinhando meu corpo inteiro. Beija minhas costas lentamente, me masturba calmamente, sabendo o ponto exato do meu clítoris. Eu não faço esforço, incrível como fico tão entregue a você, de uma maneira tão boa, me sinto relaxada, livre, leve, você me deixa sem forças.
Quando finalmente consegue reerguer o seu troféu, fecha com chave de ouro sua performance. Você não quer nada comigo, tem pavor de relação e eu também não tenho interesse. Mas quero você vindo me visitar e me presenteado com tudo isso. Durmo sob o efeito dessa noite e acordo com seu cheiro no travesseiro. Sou grata por esses aperitivos da vida!

(Esse é o de quarenta)




domingo, 14 de agosto de 2016

O de quarenta!


Não rolou sexo com o menino, mas rolou com o boy fixo de quarenta  anos que dessa vez resolveu aparecer. E como eu sou fácil, dei logo porque era certeza de sexo bom.
Depois de ter enchido a cara em uma sexta e acordar dentro do meu carro, que estava estacionado na porta da festa que  fui, resolvo passar o sábado em casa, lendo, comendo, vendo filme...Eis que o quarentão me manda um mensagem pelo zap: - Fazendo o quê?
Eu: - Em casa fazendo nada!
Ele: - Posso passar aí? Quero você todinha!
E eu que tinha saído na sexta a procura de sexo, nem imaginava que ia ganhar no sábado com toda essa facilidade.
 Corro para o banheiro tomar banho, dar um grau na perseguida, arrumo rapidamente a cama, acendo o incenso , boto uma música e fico “natualmente” a espera do boy.
Ele demorou, mas veio...Com umas latas de cervejas, cansado do trabalho, pediu pra tomar banho, estava todo manhoso carente. E eu, ainda quis fazer um momento de troca de ideia, conversar um pouco, momento esse que durou 8 minutos, pois depois disso , eu já estava engatada com minha boca no p... dele fazendo o que sei fazer de melhor.
Posso dizer que foi uma noite e tanto,viu! Um dos melhores sexos de 2016, até dormimos abraçados como um casal apaixonada. Amor que durou até o sol nascer.
No outro dia, eu me arrumo pra dar um rolê pela minha quebrada como de costume, acho o relógio dele debaixo do travesseiro e é lógico que eu não vou devolver, deixa ele vir buscar.

Karlinha Ramalho

Continua...


terça-feira, 2 de agosto de 2016

Um menino...


( Devaneios de uma encalhada louca...)

De um fim de semana que saí  a procura de um sexo, com todos aqueles meus esquemas fixos e não consegui com nenhum, fui dispensada por todos. Voltei pra casa na pior da decadência, sozinha, bêbada, com fome. Comi um cachorro quente na esquina da minha casa, bem gorduroso, daqueles que fez eu me arrepender de ter comido. Pelo menos a ressaca me fez vomitá-lo inteiro.
Acordei de ressaca, sozinha, passando mal...Fui tomar café na casa da minha mãe, com a maquiagem do dia anterior, bafo de cachaça, cheiro de cigarro no cabelo e com cara de choro. Minha mãe começou a gritar me chamando de alcoólatra e que isso era vergonhoso pra ela. Pouco me importa o que as pessoas vão pensar, a tristeza bateu pelo papelão que fiz, por ter  mendigado sexo para caras que não merecem meu corpinho.
Minha mestruação resolveu descer, a cólica bateu, vomitei , tomei banho e só consegui dormir depois de ter me entupido de remédio.  Estou de férias, mas revolvi não viajar pra poder estudar para um concurso e arrumar umas coisas da obra daqui de casa.
No fim da tarde, lembrei que tinha marcado de estudar com um amigo. Na verdade, uma pessoa que conversei poucas vezes, mas que ficamos mais próximos, pois estamos estudando para o mesmo concurso.
Por não ter transado no fim de semana, comecei a ter um tesão  louco e eis que o menino chega pra estudar, eu de camisola fiquei. O recebi, conversamos um pouco, começamos a estudar, assistimos uma  vídeo-aula, respondemos perguntas e eu pegando fogo por dentro. Eu, uma mulher com quase trinta, com um menino de 22 anos na minha casa.Percebi que ele ficava olhando diretamente pra minha boca de vez em quando e eu parava algumas vezes,  o olhava com ternura...Uma gracinha ele. Carinha de menino bobo. Pensei: -  Será que ele tem alguma experiência¿ Eu mestruada, me contive, pois menino novo é do tipo que tem nojinho disso.

(EU TÔ FICANDO UMA VELHA LOUCA)



Continua...

Karlinha Ramalho

domingo, 19 de junho de 2016

Bigodon!



Porque você faz com que eu me sinta sem obrigações, me deixa livre pra sentir o que quiser gemer da maneira que quiser,  fechar os olhos e sentir. Sentir o prazer que recebo de você e que você faz questão de fornecer sem esquecer nenhum detalhe. Penetração não se torna a coisa mais importante, pois você sabe explorar cada parte do meu corpo, apenas com toques, lambidas, beijos.
Você que me toca suavemente com seus dedos,  encontra o ponto certo do meu prazer e deixa  seus dedos passarem pelo meu clitóris. E eu fico em um estado de leveza, não consigo abrir os olhos, deliro e relaxo. Meu corpo é envolvido por alguma anestesia diferente,   onde não me mexo, mas ao mesmo tempo sinto todas as sensações possíveis.
Quando usa sua língua e deixa sua  barba e bigode roçar em minha vulva, impregno  meu cheiro neles, para que você possa lembrar de mim depois. Morde meus seios, me devora por inteira. E eu entro na dança desse vai e vem que é colocar seu falo entre meus seios, enquanto segura meu rosto, me olhando com um cara de posse. Sou tua.  Possua!
Viro sua refém quando você vem por trás e me penetra. Sua suavidade de antes se transforma na intensidade desses nossos movimentos que faz com que nossos corpos virem um só. Viramos um. Conectados pelos nossos desejos.  E quando o vulcão entra em erupção, suas larvas  veem junto com a toda a libertação dos meus desejos trancados e que poucos conseguiram expulsá-los de mim. Você  conseguiu e eu agradeço!

Finaliza sempre do mesmo jeito...

Mão com mão, abraços, beijos, roça seu bigode na minha orelha.


 Prontos para o sono dos justos, depois de uma pequena morte e a ressurreição.

(Karlinha Ramalho)

O que venho sentindo...


Ao longo do dia não sinto essa carência e nem a cutucada dessa solidão que eu mesma escolhi. O dia é tão cheio que não deixo brecha para angústia. O problema é minha casa. Grande, fria, silenciosa e vazia. Não tenho necessidade de você toda hora, mas bem que você poderia está em minha cama quando chego da rua e tudo que desejo é me senti segura e quente.
Ainda resta uma cerveja na geladeira. Bebê-la é como um relaxante para os meus músculos cansados do dia. 
A solidão só dói nessas horas.
(Se tiver sorte, acho uma "ponta")


(Karlinha Ramalho)

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Sou deles



Estou sempre do lado dos rejeitados. Entendo todos eles. Entendo suas dores. Ofereço meu ombro para todos os desabafos. Sempre irei levantar a bandeira dos trocados, abandonados. Conheço suas dores por experiência própria. E a única coisa que digo a todos eles é: Dói, mas passa!

Karlinha Ramalho

segunda-feira, 14 de março de 2016

Preciso de aconchego...

Cada um de um lado com suas dores, complicações, confusões emocionais, mentais e eu com meus ouvidos abertos disposta a ajudar, sem reclamar, pois acho que ajudar faz bem, principalmente aquelas pessoas que realmente precisam. As vezes só está pronta pra ouvir, já ajuda bastante. Confesso que enquanto venho nessa disposição de ajudar muita gente, estou silenciando cada vez mais meus problemas, meio perdida em meio a esse mundo onde as pessoas estão mais perdidas ainda, principalmente em relação aos seus sentimentos. Uma geração de coração aflitos. Eu tô assim, também. Hoje estou meio perdida, não sabendo em quem confiar e não querendo me meter em histórias que estão próximas e por serem tão próximas, fica inevitável não me envolver. Em quem confiar? O que fazer? Quem me dará as respostas? Se eu nem sei quais são as perguntas. Minha vida é esse misto de calmaria externa, mas internamente, um redemoinho de coisas confusas e mal acabadas. E ainda tem a solidão pra maltratar ainda mais, pois seria bem mais fácil se em meio a tudo isso, eu pudesse ter só um aconchego, um abrigo, ou alguém pra dizer: "Tô aqui!". Bem, acho que preciso de um abraço apertado, faz tempo que não ganho isso, um abraço...

Não quero pedir isso! É preciso sentir...



Boa noite!

(Karlinha Ramalho)