sexta-feira, 8 de abril de 2016

Sou deles



Estou sempre do lado dos rejeitados. Entendo todos eles. Entendo suas dores. Ofereço meu ombro para todos os desabafos. Sempre irei levantar a bandeira dos trocados, abandonados. Conheço suas dores por experiência própria. E a única coisa que digo a todos eles é: Dói, mas passa!

Karlinha Ramalho

segunda-feira, 14 de março de 2016

Preciso de aconchego...

Cada um de um lado com suas dores, complicações, confusões emocionais, mentais e eu com meus ouvidos abertos disposta a ajudar, sem reclamar, pois acho que ajudar faz bem, principalmente aquelas pessoas que realmente precisam. As vezes só está pronta pra ouvir, já ajuda bastante. Confesso que enquanto venho nessa disposição de ajudar muita gente, estou silenciando cada vez mais meus problemas, meio perdida em meio a esse mundo onde as pessoas estão mais perdidas ainda, principalmente em relação aos seus sentimentos. Uma geração de coração aflitos. Eu tô assim, também. Hoje estou meio perdida, não sabendo em quem confiar e não querendo me meter em histórias que estão próximas e por serem tão próximas, fica inevitável não me envolver. Em quem confiar? O que fazer? Quem me dará as respostas? Se eu nem sei quais são as perguntas. Minha vida é esse misto de calmaria externa, mas internamente, um redemoinho de coisas confusas e mal acabadas. E ainda tem a solidão pra maltratar ainda mais, pois seria bem mais fácil se em meio a tudo isso, eu pudesse ter só um aconchego, um abrigo, ou alguém pra dizer: "Tô aqui!". Bem, acho que preciso de um abraço apertado, faz tempo que não ganho isso, um abraço...

Não quero pedir isso! É preciso sentir...



Boa noite!

(Karlinha Ramalho)

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Minhas descobertas...

Descobri que tinha uma vagina, ninguém me disse, um homem tocou sem permissão, depois descobri que ela era minha, já gostei logo dela, brincamos tantos juntas, era só eu e ela, ela me dava prazer, sorriso, sensação ( me dá até hoje).Descobri que existe sexo, foi tudo de olho fechado, descoberta que não houve explicação e pra descobrir que junto com sexo veem orgasmo, gozo , demorou um certo tempo e eu comecei a querer. E quando não vinha junto com alguém eu me fechava de novo, só eu e ela, sem vai e vem. Descobri que existem réplicas de falos, não beijam, mas vibram. 

Descobri o oral, não me pediram permissão, ele abriu minhas pernas e meteu a língua direto na fonte. Descobri minha garganta, não me pediram também, baixaram minha cabeça e eu quase morri sem fôlego, mas depois gostei,não o primeiro, mas um terceiro, cheiroso demais. Descobri o anal da pior maneira, foi horrível,quis morrer, voltei de novo a conviver só eu e ela e o falo de silicone. Traumas que me deixaram longe de corpo, beijo e suor.
Descobri o amor, o amor misturado com o sexo que me levou ao paraíso, descobri que posso ter paz com isso. 
Descobri o sexo vazio que me deixou suja, descobri que um papo vale mais do que um gozo imundo no meu rosto.
Descobri de novo o anal, com gosto, com jeito, descobri direito. Me descobri, me descobrindo, me tocando, me policiando, chorando, sorrindo. 
Os traumas eu supero com amor, a cada homem que me machucou, eu escrevo sobre eles, amasso o papel e queimo. 
A cada pessoa que me amou, por muito tempo ou por uma noite, eu agradeço pela troca, pela energia que te dei e pela energia que me deu de volta.

Amo o meu corpo flácido e com estrias, amo todas as possibilidades de prazer que ele me traz e que já retribuir, amo permitir que alguém faça dele universo, verso e se ninguém faz eu mesma faço.

Karlinha Ramalho.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Muito além da carne!



Depois do meu último período mestrual me bateu uma carência daquelas, não só de sexo, mas uma carência bem maior, pois sexo até que estou evitando ultimamente. Juro! Simplesmente por uma questão de energia. Parei pra pensar no tanto que sexo é uma troca de energia cabulosa e daqui pra frente quero focar muito nessa troca de energia com alguém que esteja disposta a fazer uma troca justa e boa.
Estou até com preguiça de sexo, sabia¿ Ter que me arrumar, depilar, escolher lingerie. Pois é assim quando não se tem tanta intimidade. Estou preferindo as coisas que acontecem espontaneamente. Ando dispensando sexo por aí por pura preguiça, também.
Amando minha soletude, de pernas pro  ar, sozinha em casa, meus livros, minhas músicas, minha vidinha. Depois de anos de militância, estou na minha fase mais egoísta e sem culpa na cabeça.
Confesso que sinto falta de uma boa companhia, um papo agradável, um vinho e se o sexo vir como consequência, ótimo! Algo que vai além da carne,  estou sentindo mesmo é falta de troca, algo bem complicado em uma geração de amores e relações líquidas.
Não estou aqui querendo ser conservadora. É que com o passar do tempo vamos(pelo menos eu) sentindo falta de algo mais, nem precisa ser necessariamente uma relação, pode ser momentos de trocas, basta estar disponível para conhecer o outro sem pretensão e se rolar algo a mais, com certeza será fruto de uma construção e senão rolar, a troca já é uma experiência. Conhecer o outro é sempre uma experiência que pode ser boa, mas nos dias de hoje as pessoas caem nesse jogo  deprimente de não querer gostar, de não mandar aquele recadinho, pensando no que a pessoa vai pensar, se ela vai sumir, ou se ela vai achar que você vai ficar no pé. No fundo, pode ser só um convite pra sair, pra dançar, pra conhecer, conversar...Simples assim! E estão todos presos nessas paranóias ou nessas regras idiotas. Essa geração de desapego está cada dia mais presa, porque não há nada melhor do que se entregar e permitir. E não falo somente de sexo, na verdade, nem estou pensando nisso. Falo de se permitir conhecer o outro de uma maneira salutar.
Recentemente tava nessa disposição. Pacientemente conhecendo um rapaz, mas depois do primeiro encontro , o sumiço dele.  Uma noite agradável que se resumiu a um papo ótimo e um sexo razoável (não gozei), mas repetiria a noite se fosse possível. Até tentei, mas percebi a distância, mas tentei, me permiti conhecer, mandei o recado sem pretensão e estou pouco me lixando para o que ela deva estar pensando.
Enfim, pelo menos eu posso continuar aqui, lendo, ouvindo música, perna pra cima, minha vidinha...Segue!


(Tentando sobreviver nesse mundo,onde a “carne” é prioridade, estou pensando muto além...)

Karlinha Ramalho

sábado, 9 de janeiro de 2016

Quem nunca?


Vai arriscar?


"Você saiu do meu coração e eu não quis deixar a porta dele aberta. 
Tranquei e perdi a chave. E agora?
Quem quiser me amar daqui pra frente, terá que pular a janela.
Já começa correndo risco. 
Vou avisando!"

(Karlinha Ramalho)